"Coisa Chata" - Repórter Estrábico
É uma coisa esquiva
Não lhe posso pôr o dedo
É uma coisa viva
Feita d’audácia e de medo
É uma coisa danada
Nunca é só cerebral
Não seria tão pesada
Se fosse só corporal
Qual é coisa, qual é ela
Que ao arder me consome
Não é feia, não é bela
É uma espécie de fome
Como dói, coisa chata
Não mata
É uma coisa aparte
Para ser considerada
É uma obra de arte
À qual falta a pincelada
É uma coisa incerta
Que ainda não defini
É uma coisa que desperta
Quando estou perto de ti
Qual é coisa, qual é ela
Que ao arder me consome
Não é feia, não é bela
É uma espécie de fome
Como dói, coisa chata
Não mata
Não lhe posso pôr o dedo
É uma coisa viva
Feita d’audácia e de medo
É uma coisa danada
Nunca é só cerebral
Não seria tão pesada
Se fosse só corporal
Qual é coisa, qual é ela
Que ao arder me consome
Não é feia, não é bela
É uma espécie de fome
Como dói, coisa chata
Não mata
É uma coisa aparte
Para ser considerada
É uma obra de arte
À qual falta a pincelada
É uma coisa incerta
Que ainda não defini
É uma coisa que desperta
Quando estou perto de ti
Qual é coisa, qual é ela
Que ao arder me consome
Não é feia, não é bela
É uma espécie de fome
Como dói, coisa chata
Não mata